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Minas atingiu recorde em jogo contra o Flamengo [Orlando Bento/Minas]
A divulgação dos borderôs das partidas do Novo Basquete Brasil começou a ser feita pela Liga Nacional de Basquete na temporada 2010/2011, na terceira edição do campeonato. A partir daí foi possível, através de coletas de dados, visualizar os públicos oficialmente contabilizados pelas franquias em seus jogos. Em tempo, na reformulação do site da entidade, alguns desses dados estão indisponíveis no momento.

Certamente os números de público minastenista nos dois primeiros NBBs, quando contava com o patrocínio master da Pitágoras e chegou as semi-finais da competição, devem representar as melhores marcas da franquia na Arena. Mas, como não constam no site oficial da LNB, não podem ser mensurados de forma precisa.

No NBB 3, primeiro com os registros oficiais, o Minas contava com o patrocínio da Interforce e apresentou ações de marketing pontuais. Na temporada regular o clube alcançou média de 571,5 pessoas/jogo. Já nos play-offs, eliminado na primeira série, teve média 721 pessoas/jogo. Um contraponto total com o NBB 4 quando, sem patrocinadores e ações de atração, o clube registrou média de 334,3 pessoas/jogo e não avançou aos play-offs.

No NBB 5, contando com o apoio master da Icatu Seguros e aproveitando a estreia do mascote Max, a franquia ampliou seu público. Alcançou 452,5 pessos/jogo na temporada regular e 422 pessoas/jogo nos play-offs. Na edição seguinte, perdendo o aporte master da seguradora e passando por um péssimo momento em quadra, a franquia registrou sua pior marca de público na história da competição, com média de 280,5 pessoas/jogo - incluindo o recorde negativo de 121 pessoas na partida contra o Macaé.

Evolução de público do Minas em temporadas regulares do NBB [Ultras da Arena]
Apesar de se manter sem apoiador master, encontrando o co-patrocínio da Pif Paf/Tial no decorrer do campeonato, a boa performance dos minastenistas em quadra potencializou o público na temporada seguinte. A franquia registrou 382 pessoas/jogo na fase regular e 400,5 nos play-offs. No NBB 8, contando com apoio da Decisão Engenharia e introduzindo atrações de entretenimento [a começar pela primeira apresentação oficial da equipe em praça pública], o Minas alcançou a média de 366,4 pessoas/jogo na regular e bateu o seu recorde nos play-offs, com média de 882 pessoas/jogo.

No NBB 9, quando apostou em parcerias exclusivas para o marketing, com o apoio da Kiwi Sucos, o entretenimento constante supriu a fase negativa em quadra e a ausência de patrocinadores. Mesmo sem avançar aos play-offs a franquia alcançou sua segunda melhor média de público na competição, com 515,4 pessoas/jogo. Ainda apresentou a partida com maior público dos últimos sete anos, com 1281 pessoas no confronto contra o Flamengo.

A título de análise, é válido que se levante outras variáveis internas que impactam na presença de público. Tais como os valores de ingressos, no caso minastenista indo de entradas francas (NBB 3), entrada vinculada a doação de alimentos (NBB 9), até o valor de R$12,oo (NBB 8); a definição de datas e horários, que nas últimas temporadas praticamente eliminou os jogos aos finais de semana; entre outras.

Até mesmo os contextos externos ao esporte, como o aumento dos preços de tarifas de transporte público [em 2010, data da primeira apuração de público, a tarifa de ônibus em BH custava R$2,45; hoje tem o valor de R$4,05] e a monocultura esportiva do país, onde podemos destacar a baixa absorção do basquete na imprensa local, também são fatores notáveis.

Fato é que o basquete, em termos nacionais, se mostra um campo em plena expansão. O Minas, em meio a todo esse histórico e as variáveis levantadas, pode dar um salto importante rumo a histórica décima edição do NBB. Para isso a manutenção das ações de sucesso, especialmente no que tange ao entretenimento, e a busca por elementos que aumentem a competitividade do clube, são bons caminhos.

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