Radar Ultras - Potência no garrafão

Big, pivô vigoroso no garrafão [Antonio Penedo/Mogi-Helbor]

Apesar de ser um filho de Osasco, São Paulo, Adriano Big já pode ser considerado um mineiro. Defendendo a camisa minastenista desde 2012, o atleta já soma mais de 130 jogos pelo clube em competições da Liga Nacional de Basquete. De contrato renovado, o jovem pivô jogará seu quinto Novo Basquete Brasil.

Não é estranho entender por que Adriano Alves Júnior ganhou a alcunha de "Big". O atleta, de 22 anos, tem 2.09m e um físico que rende elogios de diversos especialistas. Danilo Castro, ex-atleta e atualmente comentarista da Rede Band, o descreveu em uma matéria para a LNB como "um monstro, um cavalo, muito grande e muito forte".

Big disputou cinco edições da Liga de Desenvolvimento, todas pelo Minas. Participou ativamente das das temporadas em que o clube foi vice-campeão, em 2013, quando caiu ante ao Flamengo, e 2015, quando perdeu para o Pinheiros. Foram 85 jogos na competição, com média histórica de 5.9 pontos (51.5%) e 4.8 rebotes, em 14.7 minutos/jogo.


No Novo Basquete Brasil o atleta debutou em 2013. Buscando pouco a pouco a sua oportunidade, teve na última edição a sua maior presença em quadra. Entrando em 25 partidas, anotou médias de 3.4 pontos (59.7%), 3.0 rebotes, 0.3 assistências e 0.2 tocos, em 10 minutos/jogo. O atleta ainda teve sua melhor performance individual, com o duplo-duplo (10 pts + 10 reb) contra Caxias, em novembro.

Promissor - Garimpado pelo Minas, clube onde vem trabalhando seu jogo há cinco anos, Adriano despertou olhares do exterior. Em 2014 o atleta foi convidado para participar do tradicional Adidas Nations, em Los Angeles (EUA). O camp reúne diversos prospectos de todo o mundo, divididos em times continentais.

Nessa semana o atleta, junto com o também minastenista Lelê Jacon, se encontram em São Paulo. Participam do Nike Elite NBB Camp, um evento que permite aos jovens do basquete brasileiro uma série de treinos específicos de posição com atletas já consagrados. Big integra o time treinado por Murilo Becker, pivô que fez história no Minas.

MAIS: Lelê: um ala promissor
Wesley: ganhando espaço
Teichmann: muito a agregar

Mosso: novo olhar pro garrafão

Comentários