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Che Bob terminou sua formação por CSU Rams [CSU Rams/Divulgação]

Na busca pela formação de seu elenco para a temporada 2018/2019, o Minas acertou com o seu primeiro reforço estrangeiro. Trata-se do ala norte-americano Che Bob, de 1.98m e 23 anos. Recém formado por Colorado State, o jogador, que possui uma história de vida de muita superação, irá para o seu primeiro ano como profissional. A avaliação do atleta passou pelo crivo da comitiva minastenista que viajou para Las Vegas no início de julho para acompanhar camps de verão.

A trajetória do ala-pivô Che Bob, contada com maestria por Sean Star, se assemelha a de muitos jovens espalhados pelas periferias do Brasil. Nascido no Bronx, em Nova York, o atleta teve uma infância conturbada. Seu pai, um imigrante de Gâmbia, era ausente. A prisão de sua mãe levou Bob e suas irmãs a passarem alguns meses em um dos orfanatos da cidade. Ao sair da cadeia, a matriarca transferiu a família para a cidade de Charlotte, em busca de novos ares. A vizinhança porém seguia conturbada e o garoto passou por três escolas diferentes em um ano.

Pouco depois um episódio impactante mudaria a vida do rapaz. Ao chegar da escola Bob encontrou sua casa completamente queimada. Um acidente na cozinha provocou o incêndio, do qual seus familiares escaparam as pressas. Che é então convidado a morar com Ronard Dixon, técnico da equipe em que estava jogando. O treinador e a sua família o acolhem, e ele acaba morando por seis anos nesse novo lar.


Após o término do high school, enfrentaria novas dificuldades na jornada universitária. Bob passou por duas universidades da NJCAA, Hutchinson (Kansas) e South Plains (Texas), sem muito sucesso. Em Kansas suas médias foram de 7.9 pontos e 2.9 rebotes, enquanto em Texas evoluiu para 15.5 pontos e 7.9 rebotes/jogo. Mas a instabilidade seguia e o atleta migrava de camisa a cada temporada. No meio desse percurso, uma detenção por infração de trânsito. 

A chegada ao Colorado State parecia mais uma temporada de desastres quando o atleta, por problemas acadêmicos, se tornou inelegível. Mas com o apoio rigoroso de mais um treinador, o coach Eustachy, Bob se recuperou, fazendo uma ótima temporada de sênior na NCAA D1. Seus números em 2017-2018 foram de 9.9 pontos, 5.9 rebotes, 1.8 assistências, 1.1 tocos e 0.9 roubos de bola.

O que esperar? Ala alto, com enorme potencial físico, Bob chega para tornar o Minas ainda mais vigoroso. Já contando com um garrafão forte, com dois reboteiros natos (Paranhos e Leozão) e o atleta que mais evoluiu na última temporada (Wesley Castro), o time vai ganhando um perfil de enorme força física e boa estatura. Espiga, por sua vez, ganha mais um coringa para variar o jogo.

Bob apresenta uma capacidade de batalha enorme. Apesar da força física, que o aparenta deixar menos móbil, o jogador tem um bom arranque e infiltra bem. Características que o deixam confortável nas posições 3 e 4. Municiado por armadores que possuem um bom índice de assistências por jogo, como são Gegê, Jefferson Campos, Lucas Lima e Augusto, o americano tende a ser uma ótima ferramenta ofensiva. A incógnita ficará por conta de sua adaptação ao basquete brasileiro, uma vez que irá para a sua primeira experiência FIBA. Apesar do desafio para o staff minastenista, a aposta parece válida.

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